puta madre!




Terça-feira, Novembro 03, 2009

ah, caralho, que puta vontade do caralho de ir embora dessa cidade.
depois quando eu falo que o bom de concurso da esfera federal é isso, isso de ir embora, ninguém me entende.
não é que eu não goste de brasília, a cidade em si é importante para mim, é um bom lugar. o problema é o sentido dessa cidade na minha vida, essa coisa, sei lá. sei que meu coração tem muita vontade de se ver livre de tudo o que essa cidade significa para mim.
e não é uma questão de trauma ou lembranças ruins, é só uma questão de emoção mesmo.
eu não quero sentir as coisas que eu sinto aqui.
é foda, é foda, é uma merda, caralho.
de repente se você vai embora você consegue ser só você, sem suas circunstâncias. mas depois de algum tempo você deixa de ser você, pois as circunstâncias e sentidos sempre existem, a gente constrói esse caralho de significado sentido sentimento ao redor de tudo e de todos.
então não adianta nada isso de ir embora, porque por mais que em alguns instantes você consiga ser só você e o outro o outro e a relação relação, depois, depois disso a gente fode tudo.

talvez por isso eu goste tanto daquela hora em que ninguém se olha e ninguém se fala e na realidade dane-se se não há assunto e não é questão de indiferença ou intimidade, você é só você e o outro é só o outro. mas esses momentos são raros e duram pouco, pois logo em seguida eu sou a projeção do outro e ele é a projeção de tudo aquilo que eu sempre achei que alguém deve ser. ....taquipariu.

pior de tudo é saber que isso de ir embora não resolve nada. não resolve nada largar as pessoas, o emprego, a cidade, porque é, veja bem, sempre há que se estabelecer em algum lugar.
e não resolve nada ficar com as pessoas, o emprego, a cidade, porque é, veja bem, nessa a gente se acomoda ou então sei lá, se esquece da gente e então depois disso a gente fode tudo.

acho que de forma resumida, o sentido do homem no tempo, a existência, a tão falada condição humana, olha, vocês autores hannaharendtkarljaspersheideggerkantplataoaristoteleslevinasgadamerschleiermacherbuber, acho que vocês tinham que entender que o resumo é que a gente fode tudo e pronto. viram?

nada melhor que a capacidade de síntese que um palavrão possui.

posted by: may on 12:03 PM comentários




Sábado, Outubro 24, 2009

sabe, trabalhar à noite me fez deixar de ter medo, assim, deixar de ter medo da escuridão.

há vida na noite, muito mais vida que se possa imaginar.
a noite não é feita apenas de escuridão, traficantes, cafetões e prostitutas.

é.

posted by: may on 4:52 AM comentários




Sexta-feira, Outubro 16, 2009

o tempo passa e as coisas continuam as mesmas.
a dor continua a ser a mesma, a angústia, a solidão.
tudo isso ao mesmo tempo e nada, cara, que saco.

às vezes penso que aqueles homens podres, fétidos, que sequer olham nos olhos, aqueles homens sujos por dentro e por fora, aqueles homens que sequer permanecem sãos, que se escondem em um mundo de droga ou bebida, às vezes penso que pra eles é mais fácil. viver é conseguir um pouco de pão, um pouco de água ou álcool, um canto para dormir, um pedaço de coberta. viver é sobreviver, não há tempo ou neurônio para pensar, pensar na merda que é isso tudo de homens sujos, tão sujos que sequer vivem, sobrevivem.

é mais fácil não ter que procurar respostas, pois perguntas não importam. é mais fácil deixar o tempo escorrer como água, como suor na testa, é mais fácil não perceber que o tempo fez de você sem coração, sem alma, você sequer pensa em coração, alma. mais fácil não enxergar as rugas do seu rosto, pois espelhos não te importam. você é sujo, vil, violento. você quer roçar em corpos e conseguir gozar, talvez, você se contenta com você e toda sua sujeira?

não sei se para alguém é mais fácil, acabo achando que o mundo é um puta mundo fudido pra todo mundo. que todos nós somos fudidos, que não há razão de ser. que o melhor dos homens ainda é o pior dos seres.

sempre disseram para mim que havia uma razão de ser.
há razão de ser nisso? em toda essa violência, ostensiva, velada, que fere, que marca?

hm.

mas sabe, esses homens, os homens sujos por fora, sujos por dentro, sempre são só homens.
e há uma fragilidade no humano que comove, que sempre comove. que me faz ser incapaz de pensar nesses homens como homens coisa, como homens animais.
na minha falta de coração, na minha frieza, não consigo me esquecer deles.

resumindo toda essa porcaria:

é foda.

posted by: may on 1:04 AM comentários




Quinta-feira, Outubro 08, 2009

ah, meu blog de novo!

oi, blog!
u-o-o-o-o-o-oi!

quanta alegria, meu brasil varonil!

posted by: may on 10:35 AM comentários




Domingo, Novembro 09, 2008

Encontrar alguém que conhece Slavoj Žižek é sempre um momento emocionante.

(L).

+

Superei o estress do post abaixo. E tou tão, tãaao, mas tãããão feliz.

posted by: may on 10:29 PM comentários




Domingo, Novembro 02, 2008

acho que o mais fácil é parar de se revoltar e começar a aceitar.
aceitar. aceitar viver no automático, aceitar que o que importa é ter dinheiro e coisas e pessoas.

pra mim é muito difícil.
qualquer passo enseja reflexões. algumas, idiotas. outras, não.

disparar uma pistola é pensar que se você aceita a violência institucionalizada, acaba fundamentando a existência dela no fato de que as pessoas são más. a violência é necessária porque os homens são maus. mas e se não é nisso em que você acredita? e se você tem fé em alguma coisa, algo de bom, algo de luz?
daí vem aquele barulho, aquele tranco pra trás e puf. você errou o alvo, pois pensava demais.


é.

posted by: may on 8:50 PM comentários




Segunda-feira, Outubro 27, 2008

eu tenho necessidade de estar em movimento não consigo ficar sem fazer nada ter tempo pra pensar não dá pra ficar assim eu sinto o tédio e sinto o vazio e tento preencher dias com tarefas tanto faz inúteis ou não o que importa é fazer algo e não pensar.

posted by: may on 2:24 AM comentários




Quinta-feira, Outubro 16, 2008

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

sábio cazuza, sábio cazuza.

ah, cazuza.

posted by: may on 9:06 PM comentários




Terça-feira, Setembro 30, 2008

acho engraçado aqueles que bradam aos quatro ventos contra o Estado.

eu tou com Hobbes e não abro.
minha fé cega em uma divindade que olha por nós tenta de todas as maneiras me fazer ver no homem algo bom.
mas o que se vê, o que se tem fora de uma metafísica que, de racional, não tem nada, é o homem como lobo do homem.
o que seria dele sem o leviatã?

acredito no Estado, nas leis, na violência institucionalizada. porque não somos bons, embora metafísicas e alteridades tentem encontrar algo de puro e bom.
foi mal, mas a gente só fode com tudo.

+

e o que será da próxima segunda-feira?
mais uma segunda-feira negra?
tempos sombrios como os de 1929 estariam rondando o início do século XXI?

...o colapso era previsível e inevitável.
e agora, josé, será que o capitalismo vai se reinventar mais uma vez?

quem viver, verá.

+

o que mais gosto em "Peixe Grande", é aquela parte em que o Pai diz saber o dia da sua morte.
assim, viveu cada dia como quis, afinal, sabia quando seria seu momento final.
é bom saber quando algumas coisas irão acabar.
a gente acaba aproveitando melhor cada instante, cada instante com alguém que tem hora e data pra ir embora.
nada de drama nem chororô. assim é a vida, as pessoas se abandonam: voluntariamente, compulsoriamente.
e quando há data e hora para isso, pelo menos nos resta a escolha de viver bem os últimos meses juntos.
depois dizer até logo, até breve, sentirei saudades, meu coração continua contigo, meu amor.
sabendo que na realidade não é bem assim, que o coração é meio burro e precisa de tato e saliva e cheiro pra continuar a amar.
sabendo que assim, na distância, a gente se perde do outro, aquele que fazia a gente se encontrar. e as coisas deixam de fazer sentido.
na distância, a gente se esquece, cada dia um pouco mais.
e engraçado, a gente se esquece mas se lembra, sempre se refugia naquele passado bom e feliz, naquele amor que conforta.
e usa esse amor que já nem existe mais para fugir de outro amor, e de outro e de outro e de outro.

e no final das contas a gente fode com tudo.

a gente sempre fode com tudo.

fim da história.

posted by: may on 2:18 AM comentários




Quinta-feira, Setembro 25, 2008

sabe o que é engraçado?
policial não pode ser voluntário do greenpeace.
mas pode ser "colaborador", desde que pague de R$15 a R$50 por mês.

bonitinho, né?

posted by: may on 10:03 PM comentários




Quarta-feira, Setembro 24, 2008

*monoassunto mode on*

poizé, voltei aqui, mas o assunto é velho.
não há nada novo, há pelo menos um ano nada muda, embora muita coisa não esteja a mesma.

e não é que a ânsia por saber do que se trata, de querer ler, sentir com minhas próprias mãos, me fez comprar o livro do saramago.

sofro más influências literárias, gosto de velharia.
[e não seria saramago velharia? nascido em 1922, acredito que sim. ]

resultado, estou quase terminando o livro (tolstoi ainda espera, pobres kitty e liêvin!).
a linguagem cinematográfica é boa, até agora achei o filme bem adaptado.
mas é uma adaptação, uma interpretação do fernando meirelles, do roteirista, de sabe-se-lá mais quem.

há cruezas na própria escrita de saramago que não podem ser percebidas apenas pelas imagens.
detalhes importantes, tudo que foi escrito é importante, não pode se perder. o filme é uma espécie de farinha peneirada.
continuo na minha opinião teimosinha, de que é sempre melhor ler o livro.
acho engraçado que quem me critica quando digo isso, prefere ler os livros em inglês às traduções. e com razão, claro! mas há analogia possível entre esses dois pensamentos, o meu e o dele.

e vamos lá, ler qualquer coisa que o valha que tenha sido escrito em português, seja o nosso ou o d'além mar, é sempre muito bom.

e viva a hermenêutica, o exercício de criar em cima do que se entende, o cinema abrindo portas e mentes de pessoas cabeça-dura que só liam os mesmos autores. sempre.

saramago, virei sua fã.
beijo me liga!

posted by: may on 11:30 PM comentários




Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Verbete de enciclopédia do século XXI: "Hitler - pequeno ditador da época do Stalin".

+

- O que são as sobrancelhas de Brezhnev?
- São os bigodes do Stalin num nível mais elevado.

+

Mais? Clica aqui, ó.

posted by: may on 12:29 PM comentários




Quarta-feira, Setembro 17, 2008

My fingertips are holding onto the
cracks in our foundations,
and I know that I should let go,
but I can't.
And everytime we fight I know its not right,
everytime that your upset and I smile
I know I should forget, but I can't.

posted by: may on 7:24 PM comentários




Sexta-feira, Setembro 12, 2008

I'll get by just fine
So if you're goin then darlin' goodbye, goodbye

+

então é isso.
assisti a "ensaio sobre a cegueira" e, se eu tinha vontade de ler o livro, agora tenho muito mais.
sem palavras para pensar o que é isso que se chama humano.
humano?
HUMANO?
HUMANO??
bem.
e se desde a antigüidade, os caras mais fodásticos não conseguiram desvendar o que seria a tal da natureza humana (se é que ela existe), então, meu querido, não sou eu que, em poucas palavras, vou falar alguma coisa a respeito disso.

+

*spoiler - não leia se vc ainda não viu o filme ou leu o livro*

comentário pseudo cult mas...
incrível como, em meio ao caos, o mais humano de todos foi o cachorro (um que encontrou a mulher do médico, não os outros que devoram cadáveres, hehehe).

e como a personagem "mulher do médico" cumpre com a ética deontológica kantiana.
ela poderia ter ido embora, se escondido, sei lá.
mas ela continua. sempre.
ela enxerga e continua, porque tem o dever de continuar.
falaí, mais imperativo categórico que isso, não há.

e foi mal se cito kant, como diria meu autor, kant é meio fora de moda, mas é um dos poucos que conheço.



posted by: may on 12:54 AM comentários




Terça-feira, Setembro 09, 2008

conheço pessoas que se escondem.
refugiam-se em diversos argumentos.
fiz aquilo por isso.
isso? ah...naquele momento, pensei nisso e isso e aquilo outro.
e vão assim, vivendo a vida. encontrando subterfúgios a cada instante, para cada situação difícil.

o certo é assumir. assumir suas ações, dizer em alto e bom som que agiu mal porque quis. porque, quando se pôde escolher entre o bem e o mal, escolheu-se o mal. simples assim.
somos vis porque queremos, erramos porque queremos.
a escolha é sempre nossa.
não é a existência humana fundamentada pelo livre arbítrio?
mesmo quando há acaso, ainda assim, há aquele segundo em que a escolha é nossa. somente nossa.
então, por que não tomar com responsabilidade cada passo?

se menti, foi porque eu quis. se errei, se pisei na bola, se furei olho de amigo, foi porque eu quis, porque há tanto em mim de mau e impuro quanto em cada uma das pessoas que habita esse planeta.

errar é humano, perdoar é divino?
errar e reconhecer seu próprio erro como conseqüência da escuridão que há em si, isso sim, é divino.
aprender com isso também.

não me venham, portanto, com esse papinho de que fodem com tudo só porque apanhavam dos pais quando crianças, ou porque o pai era severo demais ou a mãe ausente demais ou o dinheiro sobrava ou faltava.
você é adulto. lide com isso, entre para a terapia, faça alguma coisa.
só não saia por aí fodendo com tudo e colocando a culpa nos outros.

posted by: may on 11:43 PM comentários




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Sol em leão, lua em sagitário, ascendente em touro.

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